Neste artigo você entenderá o que é o Kanban, descobrindo o verdadeiro poder desse método e aprendendo como aplicá-lo com sucesso à sua organização. Descubra como gerenciar seu fluxo de trabalho com facilidade.

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O que é o Kanban?

O Kanban é uma das ferramentas do Lean que tem como principal objetivo criar mais valor para o cliente sem gerar mais custos, gerenciando o fluxo de trabalho de uma forma fácil de se visualizar, maximizando a eficiência de maneira ágil.

Foi originado na manufatura onde fornece exatamente o que o processo precisa quando é necessário e controla com eficiência ambientes repetitivos de processos. Mais tarde se tornou muito utilizado por equipes de desenvolvimento de software ágeis.

Com um foco maior na eficiência e aproveitando os avanços na tecnologia da computação, o Kanban deixou o domínio da indústria automotiva e foi aplicado com sucesso a outros setores comerciais complexos, como: TI, desenvolvimento de software, marketing e assim por diante.

Nestas áreas acima o Kanban pode ser, por exemplo um quadro com três colunas (o mais simples) – “To Do”, “Doing” e “Done”. Quando construído, gerenciado e funcionando adequadamente, serve como um repositório de informações em tempo real, destacando gargalos no sistema e qualquer outra coisa que possa atrapalhar as práticas de trabalho (essencial para frameworks ágeis como o Scrum).

O que significa e como surgiu o Kanban?

Em japonês, a palavra “Kan” significa visual e “ban” significa cartão, ou seja, Kanban se refere a cartões visuais. O Lean costuma usar tais cartões como um sistema de sinalização que mostra quando é preciso tomar uma ação para suprir as necessidades do processo, podendo ser um estoque, armazém, fornecedor, entre outras.

O Kanban surgiu como parte do famoso Sistema Toyota de Produção. Ele está associado ao sistema de produção puxada e ao conceito de entrega de mercadorias na hora certa (JIT – Just in Time).

VER MAIS: Resumo Lean – Entenda rapidamente o que é Lean manufacturing e porque se fala tanto nele.

Diferentemente de um sistema empurrado, onde a produção é feita a partir de uma demanda planejada, em um sistema puxado, os processos são baseados na demanda do cliente. Há muita sincronia entre as áreas, uma vez que cada processo fabrica a quantidade de componentes de acordo com outro departamento, para construir então, uma peça final alinhada com a expectativa exata de entrega do cliente. Como é produzido apenas o que precisa ser entregue, a empresa se torna mais enxuta por não manter altos níveis de estoque de segurança, de materiais brutos, parcialmente acabados ou acabados. Além de se reduzir os espaços físicos nesse tipo de processo, o custo de armazenamento é bem menor. Sem falar que peças em estoque é “dinheiro” parado, sendo assim um fator que limita uma rotatividade do fluxo de caixa que poderia ser utilizado para o crescimento da empresa.

No Just in Time os pedidos fornecem um sinal para quando um produto deve ser fabricado. Esse tipo de sistema permite que a empresa produza apenas o que é necessário, na hora certa e na quantidade correta.

Mas o que isso representa na cadeia produtiva como um todo?

Isso significa que os níveis de estoque de segurança, matérias-primas, trabalhos em andamento e produtos acabados podem ser reduzidos ao mínimo. Esse tipo de sistema requer um planejamento cuidadoso, um fluxo contínuo de recursos através do processo e um mindset voltado ao Lean. Caso contrário, a empresa pode perder oportunidades de crescimento, de aumentar seu faturamento e expandir sua produção.

Mas afinal como funciona o Kanban?

O formulário mais comum é um simples cartão com dados impressos, podendo variar em forma, tamanho e conteúdo e, às vezes, é substituído por outros dispositivos. Conforme o tempo passou, o conceito se desenvolveu em formas mais modernas, como por exemplo e-mails, sensores e painéis eletrônicos.

Exemplo situacional:

Vamos imaginar que você esteja trabalhando em um supermercado e precise estabelecer um sistema Kanban vinculando a mercadoria exibida nas prateleiras ao armazém e depois ao seu fornecedor. A pessoa responsável pela prateleira de massas, por exemplo, colocará uma bandeira vermelha no topo da prateleira quando a prateleira precisar ser reabastecida. A pessoa no armazém reconhecerá essa bandeira e enviará alguns pacotes de massa para serem exibidos. O responsável pelo depósito precisará atualizar seu sistema de dados do depósito com o valor da retirada. O sistema comparará a quantidade restante de massa com o ponto crítico de pedido, que é o ponto em que um pedido deve ser enviado ao fornecedor. O sistema notará que o valor restante está abaixo do ponto crítico de pedido e enviará um e-mail automático ao fornecedor solicitando outro valor. Este é um ótimo exemplo de que um sistema Kanban original e comum é equipado com um sistema mais eletrônico e automatizado.

6 regras para um sistema Kanban eficaz:

Para garantir que o Kanban seja bem aplicado no local de trabalho existem seis regras:

  1. Os processos do cliente retiram itens nas quantidades precisas especificados pelo Kanban
  2. O fornecedor produz itens nas quantidades e sequências precisas especificadas pelo Kanban
  3. Nenhum item é criado ou movido sem um Kanban.
  4. Um Kanban deve acompanhar cada item, sempre.
  5. Defeitos e valores incorretos nunca são enviados para o próximo processo.
  6. O número de Kanbans é cuidadosamente reduzido para reduzir estoques e revelar problemas.

Assim como foi falado, o sistema Kanban em seu local de trabalho pode ser muito útil quando se trata de gerenciando do fluxo de trabalho, da visualização do que está sendo feito, da utilização otimizada dos recursos e da redução de desperdícios nos processos. Use-o para potencializar o crescimento em sua carreira e ter destaque com projetos de alto impacto!

Enfim, espero que o artigo possa ter te ajudado e aberto sua mente sobre as oportunidades do Kanban. Apliquem!!! Se precisar de alguma ajuda não hesite em entrar em contato. Grande abraço.

Quem utiliza Kanban?