PNL
Já ouviu falar sobre PNL? Descubra aqui 7 fundamentos poderosos desta ferramenta e 7 “empurrõezinhos” pra você sair do lugar.


 Historicamente, a PNL nasceu a partir de muitas pesquisas sobre a forma de como reagimos às diferentes situações ao observar como as pessoas pensam a respeito de alguma coisa e o quanto isso diferencia a experiência que teremos. Desde o início, seus criadores partiram de princípios que descreveriam a relação entre a linguagem verbal e não verbal com a mente (neuro), e como esta interação linguagem versus mente é organizada como se fosse uma programação que influencia o comportamento humano. Por isso o nome “Programação Neurolinguística”, ou PNL.

De uma forma mais ilustrativa: se você parar para se recordar de alguma memória boa (como umas férias que tenha passado) e tentar reviver aqueles momentos como se fossem agora. Você pode perceber que seu pensamento é composto por sons, imagens, sensações, cheiros, gostos. A cada pequena lembrança, seu corpo se manifesta de acordo com o pensamento e com o estado emocional que ele causa. Um sorriso pode surgir no seu rosto, você pode acabar fechando os olhos, ou ficar com o olhar vazio… dentre outras milhares de manifestações possíveis.

Ok… que existem interações entre a linguagem verbal e não verbal com nossas emoções e pensamentos nós já entendemos… Mas como usar essas interações a nosso favor?

Os estudos da PNL já chegaram a algumas pressuposições, que são princípios sobre os quais se fundamentam sua aplicação. A premissa básica é: se desejamos mudar os resultados que obtemos, temos então que mudar nossos pensamentos, ações e sentimentos envolvidos na atividade em questão. Ao compreender melhor como criamos e mantemos nossos pensamentos e sensações, fica muito mais fácil e acessível aplicar melhorias em nossas atitudes. Os fundamentos da PNL servem exatamente para isso. (Steve Andreas,1995).

PNL

Separamos 7 destes princípios da PNL que podem ser muito úteis como ferramentas de desenvolvimento pessoal e profissional:

#1 – O mapa é apenas uma interpretação pessoal do território.

Formamos a nossa realidade de acordo com nossas experiências. Ou seja, nossas atitudes são respostas às nossas próprias experiências, não à uma realidade padrão e única para todos. É comum do ser humano cair na tentação de acreditar piamente em interpretações pessoais do que é o mundo ao nosso redor.
Nossos mapas mentais do mundo não são, efetivamente, o mundo. E nós reagimos aos nossos mapas, construindo verdades e uma realidade particular com princípios, valores e rotinas que são adequadas estritamente para o indivíduo que os criou.

 Isso significa que podemos mudar nossa realidade? Sim, vivendo, aprendendo, errando e reaprendendo. Portanto, cada um tem sua concepção do que é “normal”, “certo” e “errado” construídas ao longo da vida, sendo possível condicionar essas concepções de acordo com nossos propósitos.

Atitudes que transformam: Buscar a percepção de que é possível atualizar comportamentos e interpretações pessoais, além de quebrar padrões pré-definidos. O entendimento desse item nos leva a ter mais liberdade de ação, mais compreensão e empatia para com os outros e com nós mesmos.

#2 – Faça suas escolhas, antes que os outros ou a vida as faça por você.

Você já deve ter passado por situações em que um pensamento específico ou um problema te tirou o foco e fez seu pensamento viajar para longe. Ao ceder à vontade da mente de pensar no que “ela quer”, nos rendemos e agimos de acordo com padrões repetidos sempre que pensamentos semelhantes invadem nossa mente. Dessa forma, mesmo sem querer, acabamos sentindo todas as sensações que aqueles pensamentos ou lembranças nos causam, e delas nós viramos reféns. Objetivos são perdidos de vista e caminhos são trilhados, muitas vezes, com arrependimentos por não terem sido como o esperado. A notícia boa é que podemos neutralizar lembranças desagradáveis e traumáticas e enriquecer outras que nos serão úteis e alavancarão nosso sucesso.

Atitudes que transformam: O segredo é buscar agir sempre de forma a ampliar nosso poder e impacto de escolhas racionais, minimizando o efeito de sensações e escolhas do passado nas decisões do presente e futuro. E lembre-se que ter uma escolha, seja ela “boa” ou “ruim”, é melhor do que não ter nada.

#3 – O significado de comunicação não é simplesmente aquilo que você pretende dizer, mas também a reação e resposta que obtém.

Recebemos dos outros, através da comunicação, interpretações pessoais únicas e intransferíveis sobre o mundo que nos cerca. A fala do outro passa por mapas mentais únicos e filtros pessoais que fazem 100% de sentido apenas para quem os criou. Mal entendidos são tão frequentes por causa disso: é difícil compreender que a visão de mundo do outro não é igual a sua. Para entender exatamente a mensagem que o outro quer passar, é necessário que se estabeleça mentalmente que a “configuração” do outro é totalmente diferente da sua.

Atitudes que transformam: Devemos traduzir o que o outro quer dizer pro nosso “idioma” e vice-versa, contribuindo para que a comunicação seja mais clara. Paciência e compreensão são as palavras chave.

#4 – Se quiser compreender, aja.

Sabe quando você teve que estudar praquela prova de matemática? Você só passou o olho nas páginas do caderno ou fez e refez vários exercícios para entender a matéria e passar de ano? Pois é. Praticamente tudo na vida funciona dessa forma. Fazendo, errando, caindo, levantando, aprendendo.

Atitudes que transformam: sair da defensiva e da posição “passiva” é essencial para as coisas acontecerem! Para ser bom em qualquer coisa, você vai ter que ir atrás e agir, uma hora ou outra.

#5 – As pessoas fazem as melhores escolhas que estão ao seu alcance no momento.

Que atire a primeira pedra quem nunca ficou frustrado com alguma atitude alheia que não correspondeu ao esperado. A real é: as pessoas fazem a melhor escolha que podem, mesmo quando parece ruim. Ao julgar a escolha de alguém, lembre-se de que com certeza ela fez o melhor que julgava poder fazer, de acordo com o mapa mental que ela construiu até então.

Atitudes que transformam: Se você tem a oportunidade de visualizar outros possíveis caminhos e ideias, compartilhe, com o máximo de humildade e empatia. As pessoas crescem quando seus mapas mentais são compartilhados.

#6 – Processamos todas as informações recebidas através de nossos sentidos e isso pode explicar mistérios.

Se você pensa que tem controle sobre o que passa e fica na sua mente, sinto lhe dizer que não é bem assim. Nossos sentidos, sensações e dados do inconsciente influenciam consideravelmente em nossas escolhas. São ações subjetivas que atuam sem nós nem percebermos. Por exemplo, você pode não gostar de amendoim, sem saber o porquê. Se você se dedicar a focar sua atenção para seu paladar, olfato e outras sensações quando se prova o amendoim, é possível resgatar lembranças antigas que explicam o “não gostar” por causa de algum trauma ou situação desagradável que remete ao amendoim.

Atitudes que transformam: Quanto mais aguçados são seus sentidos e sua intuição, mais você caminhará de forma alinhada com seus propósitos e objetivos. Às vezes é preciso superar traumas para seguir em frente.

#7 – Se espelhar em modelos de sucesso leva à excelência.

Aprender sozinho tudo o que há na vida para se aprender é muito difícil, demorado e desgastante.
Podemos aprender com os acertos e erros alheios, utilizando nosso poder inato de observação. Observar como é o mapa mental de um grande realizador e adaptá-lo a nossa realidade. É interessante pensar que muitos exemplos de sucesso saíram do zero e atingiram sonhos e metas que pareciam inatingíveis. Certamente eles também se espelharam em outros exemplos precursores de sucesso.

Atitudes que transformam: Aprender com o exemplo de outra pessoa não te torna um “copiador” ou uma pessoa não original. A todo momento as pessoas inspiram umas às outras. Inspire em quem você admira e observe os caminhos trilhados.

PNL

Agora você tem uma boa base para começar a se aprofundar mais em PNL. Esse conceito que está em alta no mundo.

Obrigada pela visita e esperamos que esse artigo tenha contribuído para lapidar sua programação neurolinguística 🙂

Até breve!

Autora: Priscila D’Avillar